Durante um jogo de conferência no último domingo, eu postei um comentário no Twitter que algumas pessoas consideraram antiesportivo. Eu não ligava muito para três jogadores sangrando na quadra, e eu disse que o adversário estava “jogando sujo e podia ‘chupar’ o meu time fazendo o lance livre”. O volume de ódio que eu recebi em resposta foi  assombroso.

Eu rotineiramente lido com tweets que sexualizam, objetificam, insultam, degradam e até me ameaçam fisicamente. Eu já pesquisei – recentemente, na verdade – o que é legalmente acionável em face desse tipo de abuso, e forneci ao Twitter dezenas de relatos sobre o conteúdo horripilante em sua plataforma. Mas esse tsunami em particular de violência de gênero e misoginia inundando meu feed do twitter foi esmagador.

Tweets vieram aparecendo, me chamando de “boceta”, “puta”, “vadia” ou me mandando “ir chupar um pau”. Alguns até ameaçaram me estuprar, ou “anal, anal, anal”.

Eu apaguei meu tweet original depois do jogo, antes de todo o inferno desandar, para  fazer as pazes por alguma ofensa verdadeira que eu pudesse ter cometido ao descrever a jogada como “suja”. (É claro, outras pessoas, incluindo meu tio que é capelão, também expressou o receio de que os atletas se machucassem seriamente. Mas meu tio não foi chamado de “boceta fedida”. Ele não foi poupado por causa da sua profissão; ser um homem fã de esporte é a sua imunidade contra esse abuso.)

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