O sonho do retorno à uma Páscoa com partilha

Para cada povo a Páscoa possuí um significado diferente. Para os católicos, e grande parte dos Latinos, representa a Ressurreição de Cristo. O nome veio da Páscoa Judaica, que comemora o Êxodo, quando os hebreus fugiram da escravidão no Egito pelo conhecido Moisés e seu caminho pelo mar.

Mas antes de alguma religião incorporar ou ressignificar a comemoração, antigos povos pela Ásia e Europa já comemoravam a chegada da primavera presenteando pessoas queridas com ovos. Assim nasceu a tradição de se pintar e adornar ovos para Ostera, Deusa da Primavera.

O coelho surgiu com o encontro das antigas tradições egípcias, que acreditavam que o coelho representava renascimento. Com o sua conhecida capacidade de reprodução, alguns povos também acreditavam que representava a fertilidade. E quando os alemães embarcaram para a América, trouxeram com eles a tradição do Coelho da Páscoa, que hoje é representado como conhecemos: trazendo ovos para celebrar a festa do renascimento e fertilidade.

Mas porque uma história tão linda, cheia de simbolismos sensíveis, se transformou na festa da Ovostentação?

Colocaram marcas, inflacionaram o preço e transformaram uma linda festa em algo que faz girar uma indústria que só nos mostra não dar a mínima para palavras como renascimento, fertilidade, primavera e união. Criaram produtos sexistas, preenchidos de presentes para alavancar desenhos e marcas. Não inserem a cultura do compartilhamento, mas o do extensivo e abusivo corredor de ovos sem luz no fim do túnel.

Então, sabendo disso, nós proclamamos aberto o nosso Sorteio de Páscoa por uma páscoa sem consumismo e incentivando #comprodequemfaz.

Continue reading