Category: Listas

7 livros infantis para adultos refletirem sobre identidade e sociabilização

Sabe o que me encanta na literatura infantil? O sentimento latente de que todos podemos ser pessoas melhores. Que podemos entender melhor nossa sociedade, que podemos ser quem somos.

Com animais, personagens coloridos, traços delicados e conceitos complexos, esses livros para pessoas pequenas ensinam grandes lições para adultos que esqueceram sobre a virtude de se questionar, crescer e refletir. Sempre que termino um desses livros, fico ali, sentada, com a real sensação de que posso mudar, posso ser alguém melhor, que posso sair por aí e discutir sobre coisas que não penso mais.

Como a gente não tem dinheiro para comprar todos os livros que gostaríamos, geralmente sento em algumas livrarias e fico lá com a Helena. Às vezes ela senta no meio das minhas pernas e me ouve, outras vezes pega livros mais coloridos enquanto choro e dou risada nas páginas. Assim a gente mantém a esperança, muita sanidade e continua respirando dias melhores.

Essa seleção é muito pessoal, é sobre uma leitura de questionamentos. É para você sentar em alguma livraria ou antes de dormir, reservar uma hora do seu dia e quem sabe sair de lá uma pessoa com muitas perguntas, sedenta por respostas do porque se acomodou.

elefante1. Elefante

Fui criada muito distante do conceito de que amor só pode existir enraizado no território da liberdade; que para esse sentimento é necessário um alimento, a individualidade. Crescemos entendendo nossa relação com as pessoas e o mundo de uma forma muito rígida, pautado em ideias de outras gerações, mundos antigos cheios de preconceito, abusos e pesar.
Nessa grande viagem o nosso narrador sonha com um elefante, e ele, tão peculiar, nos leva a refletir de forma muito simples sobre amor, liberdade, ciúmes, pertencer e, claro, sonhar.

Um dos livros mais sensíveis e lindos que tive a felicidade de colocar as mãos [devolver foi doloroso]. Escrito pelo mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, foi publicado pela falecida Cosac Naify.

 

41126_gg2. O que é a Liberdade?

Onde ela mora, como vive, será que a liberdade pode ser enjaulada? Quando crescemos a liberdade ganha novos tons: casa, carro, boletos pagos, tranquilidade de bons amigos. Parâmetros para definir algo tão amplo. Centralizamos essa questão em volta de nosso umbigo humano, sem analisar ao nosso redor o que pode ser liberdade para cada um.

Nesse livro colorido, cheio de poesia e questões simples, entramos em páginas que nada definem, mas tudo questionam.

Obra belíssima da Renata Bueno, arquiteta, artista plástica e escritora  que vive e trabalha no Brasil.

Da Companhia das Letrinhas.

429623673. O Sonho de Lu Shzu

Você cresceu tendo como prioridade ter comida? Água? Uma casa? Eu não. Aí começa minha grande lista de privilégios. Necessidades tão básicas que nem pensamos muito sobre quando não nos faz falta.

O Sonho de Lu Shzu conta a história de uma menina dagonmei [trabalhadora] que todos os dias acorda antes do sol nascer, caminha até a fábrica onde seus dedos pequenos podem colar olhos em bonecas que jamais poderá ter. De uma forma sensível e tocante, o escritor espanhol Ricardo Gómez nos leva para um mundo onde percebemos que o trabalho infantil está ali, e precisamos pensar sobre isso.

No Brasil a obra foi publicada pela Mov Palavras.

 

 

446_max4.  A menina que perdeu as cores

Cor é uma percepção visual, e como toda percepção, depende de vários fatores: a forma como seu nervo óptico processa tais impressões e envia para o sistema nervoso, o comprimento da onda e por aí vai. Sabemos que uma luz branca pode ser todas as cores, mas nosso olhos não conseguem captar tudo.

Nesse livro do jornalista e escritor carioca Marcelo Moutinho e ilustrações incríveis de Anabella Lopez, acompanhamos a história de uma menina que perde todas as cores. Num mundo preto e branco, ela vai viajar por questões em busca do seu arco-íris pessoal, porque afinal, será uma questão de percepção?

Da editora Pallas.

capa-a-grande-questao5.  A grande questão

Duas perguntas: qual nosso sentido no mundo? Por que vivemos? Nós, adultos, já não fazemos essas perguntas, estamos atolados em rotina e toda a informação diária que consumimos.

Nessa obra de Wolf Erlbruch, você é o entrevistador das pessoas que convivem com o personagem. Não tem perguntas, só respostas que contam histórias que nos fazem rir e refletir sobre condições tão básicas quanto: por que estou aqui agora?

As colagens intensificam ainda mais a sensação de que somos o punhado de histórias das pessoas que estão ao nosso redor.

Da querida [volto por favor] Cosac Naify.

421096226. Os invisíveis 

Um dia Helena me perguntou porque aquele moço estava dormindo na calçada. Respirei, estava na hora de explicar sobre invisibilidade e questões sociais que nem eu entendo direito, porque aquela pessoa que uma menina de três anos nota, eu já não notava mais. Você repara em quem está ali na esquina? Na saída do metrô? Nós nos endurecemos para seguir, mas como seguir diante disso?

O livro de Tino Freitas e Renato Moriconi conta a história de um menino que enxergou quem já nem notamos mais. Uma obra incrível sobre invisibilidade social.

Da Casa da Palavra.

 

85ea5ac6-9ea7-43ac-85b1-b0e4787ed7057. Ernesto

Tem aquele momento que você conhece alguém e já solta “não gosto dessa pessoa”. Ou: não gosto desse livro, desse filme, disso e daquilo, tudo sem conhecer. Aqui conhecemos Ernesto, um menino que todos desgostam por ser diferente, porque a primeira impressão não foi bem favorável…

O caso é: se você conhecer bem Ernesto, vai continuar detestando-o? E você está disposto a conhecê-lo?

Bela obra da querida escritora Bladina Franco, publicada pela Companhia das Letrinhas.

 

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Deixe sua sugestão de livros nos comentários! 😀

 

 

 

7 títulos para jogar em família sobre a força e magia da natureza

“A primeira vez que minha filha tentou alcançar o computador no qual trabalhava um apito tocou de forma ensurdecedora em minha mente. Assim como toda mãe, já havia lido os zilhões de estudos que comprovam os malefícios de aparelhos eletrônicos na vida de crianças, mas como profissional do ramo, sabia do outro lado da moeda. Então me vi ali, na linha entre dois extremos, perdida, porque agora era a minha filha, não um estudo de Harvard.

Essa condição de ver tudo do muro me deu uma perspectiva que se baseia em tudo que vi de fantástico na tecnologia, que aliás, fez você ler o que estou escrevendo agora e tudo que sim, pode causar severos problemas.

Mídias interativas, principalmente jogos, são usados em hospitais especializados em autismo e atualmente um jogo brasileiro criado para autistas ganhou o prêmio Cidadania Mundial no concurso Imagine Cup 2014, promovido anualmente pela Microsoft. O Can Game usa de uma mecânica simples para ajudar na avaliação médica de seus pacientes, já que cada resposta ou reação do jogador gera um relatório que é enviado para o profissional competente. Tal como o nome, é um jogo que mostra possibilidades positivas num mundo que pode usar – e usa – tecnologia como algo não só benéfico, mas absolutamente incrível.

Jogos também já são usados como auxílio do empoderamento por parte do aluno e como suporte educacional. O Gamification, termo usado para descrever esse fenômeno, não substituí o professor ou a interação social necessária em sala de aula, é apenas mais uma ferramenta para agregar pontes entre o conhecimento, interesse e reflexão de forma divertida para aquela criança que tem enraizada em si que escola é chata, porque afinal, fomos ensinados assim.

E eu poderia continuar linkando, explicando e mostrando tudo que vejo todo dia, tudo que quero ajudar a desenvolver tanto na educação como nas relações sociais usando a tecnologia, mas isso de nada resulta de forma prática. Para cada artigo positivo para esse assunto, existe outro que mostra porque devemos proibir, inibir ou repudiar o uso de tecnologia para crianças, e até mesmo adolescentes. E também acredito neles, não desqualifico – mais que isso, tento aprender onde moram os limites.”

Essa é a introdução de um texto que fiz para o Movimento Infância Livre de Consumismo em 2014. Tais questões permeiam nossa rotina, já que Helena tem um pai que desenvolve jogos e trabalha com ilustração digital e uma mãe que vive de internet. Pensando nos benefícios, fizemos uma lista de jogos que dialogam sobre a natureza, seja com sua fauna, flora e poderes mágicos.

Todos os jogos aqui recomendados PRECISAM de supervisão de um adulto, seja pela dificuldade, quanto pela interação entre adulto e criança. São jogos que divertem toda a família, com desafios e narrativas completamente diferentes.

Chamamos aqui vocês, pais, tios, família e amigos, para participar da brincadeira. Pegue o controle e aperte o Play.

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11 livros para dialogar sobre antropologia e história com adolescentes

Minha filha não é adolescente, é um bebê ainda, mas a adolescente que já fui reencarna novamente para escrever esse texto. Com 5 anos ganhei meu cartão da Biblioteca Municipal e aquilo marcou minha existência, já que desde então leio semanalmente e de forma compulsiva.

A literatura infantil e infatojuvenil, junto com ficção científica e biografias, configura o lugar mais nobre na minha cadeia alimentar literária e acho, de forma intransferível, que o que me salvou foi isso. Minha adolescência foi permeada de abusos e bullying, me vi inúmeras vezes sentada no chão do banheiro chorando em silêncio, sem saber porque aquilo estava acontecendo; e foi provavelmente a época em que mais li na vida, porque por horas o mundo em que habitava não era esse que me aterrorizava, mas um lugar onde existia magia, sonhos, possibilidades e superação.

Foi assim que comecei a buscar cada vez mais informação, com livros que não falavam de história ou antropologia de forma científica, mas inseriam o tema de forma sútil, instigante. Quando percebi, estava lendo sobre política e comportamento animal para desvendar algumas facetas da nossa raça. Assim nasceu meu amor por história e antropologia: da ficção.

Nós, desse lado do oceano, não vivemos uma Guerra Mundial, mas vivemos outros horrores, e por vezes nenhum e nem outro é abordado. Quando descobrimos mais sobre a história do nosso povo, de outros povos e de hábitos diversos de várias civilizações, podemos expandir nossa percepção, principalmente numa fase da vida que promove tantos encontros com coisas novas. Vamos garantir que essas coisas resultem em algo positivo.

Essa lista foi a sugestão de uma leitora que queria fazer o filho mais novo, 13 anos, entender como é a vida da porta do quarto para fora. Ela disse que fica preocupada com a política atual e queria que seu filho soubesse mais sobre a história do nosso país, sobre o comportamento em outros lugares do mundo, sobre o que faz com que a civilização se mantenha como está e porque mudar. Só que como incentivar isso além das leituras obrigatórios do vestibular [que geralmente são bem chatas]? Querida, está é para você 🙂

Essa é uma seleção de livros que não estão na lista de leitura das escolas, mas falam sobre o mundo e seus nuances.

Gostaríamos de agradecer a todos os leitores antes da lista seguir. Nossa coluna de #conteúdodequalidade tem batido números incríveis e isso nos dá certeza que estamos fazendo um bom trabalho. Obrigada <3

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7 filmes infantis que abordam consciência e conservação ambiental

Acho que essa lista é essencial para crianças, mas diz muito sobre adultos. Diz muito sobre o mundo em que vivemos e nossa intensiva campanha em destruí-lo. Narra com histórias lúdicas o obvio: sem natureza, como sobreviver? E temos em doses divertidas e sensíveis a ilustração de quão contraditório e cego pode ser o ser humano, destruindo vida em busca de uma “vida melhor”.

Então antes de adentrar em qualquer assunto, como sempre, aconselho que você reserve uma tarde, faça algo gostoso para comer e sente com seu filho para ver algum destes títulos. Mais importante que apresentar lições e conteúdo de qualidade para crianças, dar o exemplo tem sido o melhor dos métodos.

Não basta apenas falar “Preservar o meio ambiente é importante, queridx, por favor, veja esse filme”, é necessário inserir o hábito da conservação e restauração do meio ambiente em nossa rotina. Como garantir um futuro melhor para nossos filhos? Mostrando na prática que a mudança é possível. Sim, podemos transformar nossas práticas em algo positivo.

Temos aqui lindas imagens, com animais, árvores, aventuras e a maior lição de todas: precisamos valorizar a vida, e não só a nossa.

E muito me espanta que num país que possuí a maior área da Floresta Amazônica, tribos intocadas e uma diversidade de fauna e flora de colocar continentes no chão, se produza tão pouco conteúdo infantil abordando tais temas. Alô indústria! Vamos falar de coisa boa, vamos falar de meio ambiente!

Então segue mais uma lista da nossa coluna semanal #conteúdodequalidade. Boa diversão 🙂

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9 projetos que estimulam mulheres a amarem o próprio corpo

O problema do Photoshop em fotos é que ele vende uma ideia completamente mentirosa da realidade e ao invés das marcas apenas descartarem isso, por se tratar de uma mentira, não! Eles impõe absurdos desde cedo para meninas, forçando a crença de um corpo que não é nem de longe perfeito, pois não existe. O preço pela beleza impecável, além de ser uma pressão social insana e com vírgulas e vírgulas de machismo, transforma mulheres cheias de vida em sombras diminuídas por capas de revistas e cobranças diárias.

Quem nunca se viu desesperada por perder aqueles quilinhos? Principalmente depois de uma gravidez, quando todos te olham com a expectativa de que você volte a usar as roupas de antes. Ou quando você descobre com estrias e sente que mesmo usando roupas o mundo vai ver aquelas marcas que só denotam como você se transformou, e isso é positivo, na verdade.

“Nossa, você emagreceu!” – ainda acreditam que esse é o ápice dos elogios, mas não, o ápice dos elogios é: Nossa, como você está feliz consigo mesma.

E tenhamos esperança, esse cenário está mudando. Toda semana me deparo com projetos que empoderam e aceitam mulheres como são. Então compartilho com vocês os 10 projetos que mais me emocionaram e me fizeram crer que estamos recobrando a noção daquilo que é verdadeiramente importante.

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Bruxa Carolina: livro infantil interativo te convida a ficar offline

Bruxa Carolinabruxamockup2 é um livro/aplicativo que exige que o leitor interaja com a história, não só passando as telas, mas acionando diferentes objetos que vão “criar vida” através de animações, convidando crianças a explorarem outras formas de diálogo tanto dentro do livro, quanto fora dele.

Na história, nossa Bruxa que se chama Carolina está um tanto frustrada já que não consegue mais assustar crianças; devido ao uso excessivo de tablets, celulares, computadores e TVs, as crianças tem se interessado cada dia menos pelo convívio com outras pessoas ou a magia das histórias.

O aplicativo para smartphones e tablets usa de ilustrações, música, narração e animações, abrindo espaço para que crianças e adultos entendam o mundo da Bruxa Carolina e a importância de também desligar tais dispositivos e ir curtir a vida.

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Beatriz, design e animadora do projeto conta que “Com esse livro queremos fomentar a consciência crítica a respeito do uso de tecnologias por parte das crianças, ao mesmo tempo que lembrá-las das outras coisas ‘mágicas’ que acontecem fora das telas. Estamos vivendo um tempo em que é questionável o uso excessivo da tecnologia por parte das crianças, mas percebemos que cada vez torna-se mais difícil afasta-las das telas, então a nossa proposta é que levemos mais conhecimento e leitura para elas por esses meios”.

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7 livros infantis para discutir estereótipos em contos de fadas

1Nada, nada, me incomoda mais que o velho formato das histórias infantis. Apesar de ter crescido com as produções da Disney, Branca de Neve deixou de me convencer lá pelos quinze anos, quando percebi que a fórmula criava ideais e ilusões equivocadas sobre como visualizamos o amor romântico e as interações sociais.

Como uma das metas dos textos sobre conteúdo literário e audiovisual para crianças é estabelecer uma crítica ao que está sendo produzido para nossos filhos, não consegui me isentar de abrir o diálogo sobre os contos de fadas. Pequenas histórias de Princesas trancadas em castelos, que anseiam encontrar a a salvação por seu Príncipe. Sempre delicadas, brancas, fofas e indefesas.

Não é de todo ruim, muitos deles discutem assuntos como bondade, humildade e tolerância, mas com uma velha fórmula que cria esteriótipos perigosos. Mais uma vez vou repetir a indicação do meu TED preferido até agora, onde a escritora nigeriana Chimamanda Adichie, fala sobre como pode ser prejudicial a história única, onde somos apresentados a uma única versão dos fatos, geralmente por um telespectador que não possuí conhecimento de causa, e termina por gerar esteriótipos perigosos.

Então declaro a inauguração informal da série de listas que exigem #conteúdodequalidade, porque nossas crianças merecem mais. Merecem diversidade, exemplos positivos e uma fonte de entretenimento comprometido com a qualidade, não o silêncio. Merecem menos abuso da publicidade infantil, menos sorrisos e filosofias que escondem o interesse de quantificar e vender a infância.

Então a nova lista vai ser sobre dicas de livros infantis que quebrem esse esteriótipo ou insiram a discussão sobre os velho molde dos contos de fadas, tanto para os pais, quanto para os filhos.

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Não faça guerra, faça [9 receitas para] piquenique!

E você achou que nesse blog só ia ter texto profundo? Ledo engano. Sempre que posso arranjar uma desculpa para fazer listas, aproveito e ainda coloco comida no meio.

Como nasci e cresci no interior de São Paulo, ainda me assusto em perceber como os hábitos de pessoas que moram em cidade maiores estão enjaulados em edifícios, seja na própria área de recreação de prédios ou shoppings. Apesar de compreender a questão da violência, não parece muito natural habitar uma cidade sem ocupa-la; conhecer seus pontos históricos ou aproveitar a sombra de alguma árvore.

Talvez o maior ponto de decisão de não cogitarmos morar numa cidade maior seja o conhecimento de que seremos mastigados pela rotina caótica das “cidades grandes”.

Mas mesmo para pessoas ocupadas, piquenique sempre é algo bom, já que com as receitas certas é fácil preparar algum lanche saudável e ainda passar o dia na beira de um rio ou parque. E sem desculpas, existe algum lugar verde, nem que seja a praça do bairro, perto de você.

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10 desenhos infantis inteligentes e que promovem a igualdade

Helena tem um ano e oito meses, um bebê, então ainda não vivo naquela linha do pavor que muitos pais se encontram lá pelos 3 anos de idade: o amor pelos desenhos e filmes. Ela gosta muito, dança, espera, é fofo de se ver, mas ainda não chegamos ao ponto dela pedir produtos da franquia ou querer ver X coisa em Y momento.

Não acredito que TV, tablet e celular são os vilões, acho que com parcimônia são benéficos, na verdade. Meu problema está no conteúdo. Porque produzem material tão ruim para crianças?? Como pessoas que trabalham com o público infantil podem caracteriza-los com tão baixa expectativa? Crianças merecem conteúdo de qualidade. Desenhos e filmes igualitários, longe de sexismo, que desenvolvam a criatividade e relações positivas.

Precisamos mudar a forma como crianças consomem desenhos, porque se os adultos de hoje estão criando o mundo azul e rosa que acreditam ser correto: para tudo! Muda tudo!

Pensando nisso, fiz uma lista de 10 desenhos que procurei muito sobre e vemos aqui em casa. Muitos são disponibilizados no Youtube [ <3 ] e no Netflix, que aliás, é a melhor coisa que você vai contratar na vida.

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