Juventude, maternidade e com quem vai ficar sua filha?

Minha vida profissional realmente prática começou com o nascimento da Helena. Então, comecei a ser uma profissional ao mesmo tempo que comecei a ser mãe, duas tarefas opostas para a sociedade que vivemos. O mercado nos entende como possíveis grandes consumidoras, não como funcionárias altamente capacitadas.

E ter uma criança envolve pagar muitas contas, muitas fraldas, muita pressão, a urgência em dar certo também somou nessa equação. E no geral estamos sozinhas, já saímos de relacionamentos problemáticos e estamos nessa infame tag de “mãe solteira”.

Aprendi a ser profissional, mãe e malabarista ao mesmo tempo me fez pensar que não vivemos num ambiente que conheça o conceito nem o real intento da palavra equidade, mas sim de punição. E a punição vem invisível na mesma proporção do salário baixo. A punição é cultural e aplicada em argumentos repetidos milhões de vezes por milhões de pessoas.
Punimos mulheres por ter filhos apesar de viver numa sociedade que pressiona mulheres a ter filhos, e inclusive criminaliza aquelas que não querem. Vendo isso, espera-se que seja fácil conseguir se inserir no mercado de trabalho, já que temos urgência, mas não, tudo complica. Vamos aceitar propostas quase exploratórias por necessidade, sendo vistas cada vez com menos valor para o mercado já que temos filhos, e filhos ficam doentes, e deixam mulheres menos atraentes [eles dizem]. Para onde correr?

Cargos de liderança? Por favor, é quase impossível conseguir terminar a faculdade às vezes.

Segundo o IBGE, 47.3% das mães entre 14 e 19 anos estudaram uma média de 4 a 7 anos, ou seja, muitas não concluíram os estudos completamente, sendo que 30% delas é economicamente ativa, já estão no mercado de trabalho de alguma forma – mas 56,35% vivem em lares com até 3 salário mínimos. [dados da última amostra, de 2005, aqui]

Das mais de 49 milhões de famílias que vivem no Brasil, 37% é chefiada por mulheres. Somos 51.4% da população. [dados aqui]

Se bem reunidas, poderíamos tomar o poder bem rápido. [fica a dica]

De acordo com uma pesquisa do BID [Branco Interamericano de Desenvolvimento], os homens ganham mais que as mulheres em todas as faixas de idade, níveis de instrução, tipo de emprego ou de empresa.

E nós, sem pesquisas, garantimos que eles escutam bem pouco “Mas com quem vai ficar seu filho?”.

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7 livros infantis para adultos refletirem sobre identidade e sociabilização

Sabe o que me encanta na literatura infantil? O sentimento latente de que todos podemos ser pessoas melhores. Que podemos entender melhor nossa sociedade, que podemos ser quem somos.

Com animais, personagens coloridos, traços delicados e conceitos complexos, esses livros para pessoas pequenas ensinam grandes lições para adultos que esqueceram sobre a virtude de se questionar, crescer e refletir. Sempre que termino um desses livros, fico ali, sentada, com a real sensação de que posso mudar, posso ser alguém melhor, que posso sair por aí e discutir sobre coisas que não penso mais.

Como a gente não tem dinheiro para comprar todos os livros que gostaríamos, geralmente sento em algumas livrarias e fico lá com a Helena. Às vezes ela senta no meio das minhas pernas e me ouve, outras vezes pega livros mais coloridos enquanto choro e dou risada nas páginas. Assim a gente mantém a esperança, muita sanidade e continua respirando dias melhores.

Essa seleção é muito pessoal, é sobre uma leitura de questionamentos. É para você sentar em alguma livraria ou antes de dormir, reservar uma hora do seu dia e quem sabe sair de lá uma pessoa com muitas perguntas, sedenta por respostas do porque se acomodou.

elefante1. Elefante

Fui criada muito distante do conceito de que amor só pode existir enraizado no território da liberdade; que para esse sentimento é necessário um alimento, a individualidade. Crescemos entendendo nossa relação com as pessoas e o mundo de uma forma muito rígida, pautado em ideias de outras gerações, mundos antigos cheios de preconceito, abusos e pesar.
Nessa grande viagem o nosso narrador sonha com um elefante, e ele, tão peculiar, nos leva a refletir de forma muito simples sobre amor, liberdade, ciúmes, pertencer e, claro, sonhar.

Um dos livros mais sensíveis e lindos que tive a felicidade de colocar as mãos [devolver foi doloroso]. Escrito pelo mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, foi publicado pela falecida Cosac Naify.

 

41126_gg2. O que é a Liberdade?

Onde ela mora, como vive, será que a liberdade pode ser enjaulada? Quando crescemos a liberdade ganha novos tons: casa, carro, boletos pagos, tranquilidade de bons amigos. Parâmetros para definir algo tão amplo. Centralizamos essa questão em volta de nosso umbigo humano, sem analisar ao nosso redor o que pode ser liberdade para cada um.

Nesse livro colorido, cheio de poesia e questões simples, entramos em páginas que nada definem, mas tudo questionam.

Obra belíssima da Renata Bueno, arquiteta, artista plástica e escritora  que vive e trabalha no Brasil.

Da Companhia das Letrinhas.

429623673. O Sonho de Lu Shzu

Você cresceu tendo como prioridade ter comida? Água? Uma casa? Eu não. Aí começa minha grande lista de privilégios. Necessidades tão básicas que nem pensamos muito sobre quando não nos faz falta.

O Sonho de Lu Shzu conta a história de uma menina dagonmei [trabalhadora] que todos os dias acorda antes do sol nascer, caminha até a fábrica onde seus dedos pequenos podem colar olhos em bonecas que jamais poderá ter. De uma forma sensível e tocante, o escritor espanhol Ricardo Gómez nos leva para um mundo onde percebemos que o trabalho infantil está ali, e precisamos pensar sobre isso.

No Brasil a obra foi publicada pela Mov Palavras.

 

 

446_max4.  A menina que perdeu as cores

Cor é uma percepção visual, e como toda percepção, depende de vários fatores: a forma como seu nervo óptico processa tais impressões e envia para o sistema nervoso, o comprimento da onda e por aí vai. Sabemos que uma luz branca pode ser todas as cores, mas nosso olhos não conseguem captar tudo.

Nesse livro do jornalista e escritor carioca Marcelo Moutinho e ilustrações incríveis de Anabella Lopez, acompanhamos a história de uma menina que perde todas as cores. Num mundo preto e branco, ela vai viajar por questões em busca do seu arco-íris pessoal, porque afinal, será uma questão de percepção?

Da editora Pallas.

capa-a-grande-questao5.  A grande questão

Duas perguntas: qual nosso sentido no mundo? Por que vivemos? Nós, adultos, já não fazemos essas perguntas, estamos atolados em rotina e toda a informação diária que consumimos.

Nessa obra de Wolf Erlbruch, você é o entrevistador das pessoas que convivem com o personagem. Não tem perguntas, só respostas que contam histórias que nos fazem rir e refletir sobre condições tão básicas quanto: por que estou aqui agora?

As colagens intensificam ainda mais a sensação de que somos o punhado de histórias das pessoas que estão ao nosso redor.

Da querida [volto por favor] Cosac Naify.

421096226. Os invisíveis 

Um dia Helena me perguntou porque aquele moço estava dormindo na calçada. Respirei, estava na hora de explicar sobre invisibilidade e questões sociais que nem eu entendo direito, porque aquela pessoa que uma menina de três anos nota, eu já não notava mais. Você repara em quem está ali na esquina? Na saída do metrô? Nós nos endurecemos para seguir, mas como seguir diante disso?

O livro de Tino Freitas e Renato Moriconi conta a história de um menino que enxergou quem já nem notamos mais. Uma obra incrível sobre invisibilidade social.

Da Casa da Palavra.

 

85ea5ac6-9ea7-43ac-85b1-b0e4787ed7057. Ernesto

Tem aquele momento que você conhece alguém e já solta “não gosto dessa pessoa”. Ou: não gosto desse livro, desse filme, disso e daquilo, tudo sem conhecer. Aqui conhecemos Ernesto, um menino que todos desgostam por ser diferente, porque a primeira impressão não foi bem favorável…

O caso é: se você conhecer bem Ernesto, vai continuar detestando-o? E você está disposto a conhecê-lo?

Bela obra da querida escritora Bladina Franco, publicada pela Companhia das Letrinhas.

 

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Deixe sua sugestão de livros nos comentários! 😀

 

 

 

Eles te dirão que é loucura

Querida,

No meio de toda essa confusão, eu lembrei da primeira vez que ouvi alguém dizer que minha mãe era louca. Foi no começo do processo de separação, quando ela pediu pensão alimentícia para mim. Tinha seis anos na época e ouvi um familiar dizer que era louca. Dizia que ela não sabia o que falava e fazia, portanto não devia ter a minha guarda. E sabe o pior? Eu acreditei.

Por anos acreditei que minha mãe era louca. Por anos nossas brigas eram pontuadas comigo repetindo uma ofensa que me convenceram a acreditar. E, sim, tudo isso causou danos tão profundos no emocional dela que no final eles conseguiram: uma mulher tão machucada e duvidosa de sua própria capacidade que poderia se encaixar no padrão de loucura.

Na história temos mulheres loucas para todos os gostos: quer trabalhar? Interne, ela é louca. Quer votar? Ignore, ela é louca. Quer lutar pelo o seu direito? Por favor mulher, pare de ser doida. Manicômios por anos transbordaram de mulheres internadas por familiares que acreditavam que elas estavam deixando o padrão normal. Uma mulher dócil, em silêncio, conformada com as próprias mazelas e culpada de erros cometidos por terceiros é o que eles querem. Talvez nosso conceito de sanidade esteja realmente atrelado ao que nos foi ensinado sobre loucura e sobre uma pessoa que não silencia.

Agora que eu estou já adulta, percebo que toda vez que minha mãe, e todas mulheres fortes que conheço, lutam por seus direitos. Quando elas buscam seus próprios direitos e o de seus filhos, se tornam automaticamente insanas. Talvez esse seja o argumento mor para desqualificar qualquer pessoa e discurso.

E parece que funciona. Porque todo dia estamos vendo injustiças e horrores por ai.

Enquanto não temos um caso nos jornais de uma mulher morta, uma criança abusada – enquanto não chegamos “as vias de fato”, – é a loucura que impera.

E eles vão te dizer sempre que é isso. Um dia você começa a acreditar, por mais que você tenha certeza sobre o que está fazendo. Mesmo com tudo que a gente vive e as coisas que lemos, por mais que se tenha provas e testemunhas, talvez seja essa a realidade gritante. E ser atacada repetida vezes te faz duvidar.

Nos contam histórias da nossa própria história. Infelizmente, depois de muita luta, por vezes acreditamos neles. Porque milhares já acreditam. Porque é solitário o caminho de se provar sã, de provar a dor, o luto. É solitário provar sempre que estamos certas.

Se a lei nos diz que somos todos inocentes até que se prove o contrário, nossa lei diz que somos todas loucas até que fiquemos em silêncio.

TPM, dor de amor, dor de cotovelo, histeria, falta de sexo, falta de louça, falta de ter o que fazer. Os argumentos se atolam junto de uma longa lista de crimes que acontecem: abuso, agressão, violência psicológica, bullying, ofensa, misoginia.

E eu queria te dizer – mais uma vez – que você não será vítima disso, mas acho que todas nós nos tornamos alvo em algum momento da vida. Essa culpa, essa grande e terrível culpa, nos recaí quando transpomos o silêncio e buscamos justiça.

Chame elas de loucas tantas vezes, até que talvez elas realmente fiquem.

Questione exaustivamente a capacidade, até que o dia em que elas desistam.

Grite com elas tantas vezes, a ponto da violência silenciosa escapar sem que ninguém perceba, sem que ninguém escute.

Crie táticas de silêncio tão poderosos que elas terão medo.

E o melhor conselho que posso te dizer é o mesmo que estou me repetindo nesse momento: acredite na única pessoa que importa. Essa pessoa é você. Vai ser mais difícil do que você imagina.

Essa solidão vai doer, vai te ceifar as forças, mas acredite e lute contra. Não desista. Grandes mudanças só aconteceram porque nós persistimos. Procure ajuda quando não conseguir mais, procure pessoas que te acolham na sua luta.

É tempo de mudança.

Com amor,
Paola.

8 lugares incríveis para conhecer com crianças em SP

Faz alguns meses que chegamos em SP, desde então nossa missão na vida é descobrir lugares incríveis em São Paulo que envolvam não gastar dinheiro, não sofrer para chegar até lá e ser preparado/amigável com crianças.

Como mãe solo eu não posso só falar “Fica aí com a criança que vou nesse museu”. Não dá, e nem deveria ser essa a realidade. Não a da maternidade sobrecarregada, mas não poder levar nossos filhos em passeios culturais. O espaço está aí e deve ser ocupado por pessoas de todas as idades e tipos.

Sim, criança chora, sente fome, precisa de um banheiro equipado e lugar para descansar, e isso não deve ser obstáculo para eles aproveitarem a cidade tanto quanto nós. E temos que exigir isso incansavelmente, ir nos lugares, enviar cartas, criar petições, lutar por pontes. Crianças devem ser incluídas e não só colocadas em cantinhos nos Shoppings.

Esse é o projeto do #1anosemshopping, que está sendo narrado no nosso perfil no Instagram, o @aventurinhas.

DICA: Na mochila nós costumamos levar uma garrafa com água, suco, bolo caseiro, uns lanches, biscoitinhos e frutas para comer. Sempre ter protetor solar, chapéu, repelente e telefones de emergência fora do celular. Uso uma ergomochila para andar com mais segurança pela cidade com a Helena, então recomendo fortemente sling, mochilas ou outras opções de levar crianças/bebês amarrados ao corpo. Assim elas podem dormir um pouco durante o passeio e você também pode descansar.

Segue nossa lista <3

10258303_1016603828375038_4410590686941013134_o1. MASP – Museu de Arte Moderna de São Paulo 

O MASP fica no centro da Avenida Paulista, com uma arquitetura incrível, só ficar ali sentado no famoso “Vão” ouvindo a cidade enquanto olha a paisagem já é uma baita aventura. É um dos meus lugares preferidos na cidade porque além de ser muito organizado e acolhedor, é comum você ver famílias e turmas de crianças reunidas em vários lugares do Museu conversando, fazendo barulho e rindo. As exposições costumam durar bastante tempo, então tem como acompanhar no site e fazer uma programação bacana em vários outros pontos da cidade.
Nossa dica é ir com paciência e se ater nas várias possibilidades que o local proporciona. Com muitos lugares para sentar e uma vista muito bonita das paredes de vidro, você pode ficar ali curtindo um tempo com as crianças enquanto dialoga sobre as impressões das exposições.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? É só descer no Trianon-Masp, linha verde do metrô.
Quanto é? Você tem algumas opções:
Inteiro: R$ 25,00.
Terça-feira: entrada gratuita das 10h às 18h.
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos de idade pagam R$ 12,00 (meia-entrada).
Funcionamento: Terça a domingo: das 10h às 18h.
Quinta-feira: das 10h às 20h.

IMG_20160117_1850442. Casa das Rosas

A Casa das Rosas é um dos lugares que sempre quis visitar, daí um dia fui sozinha, andei por lá, vi uma instalação sobre a obra de Kafka, sentei pelo jardim e pensei que não parecia tão legal assim. Daí outro dia fui com a Helena e ela ficou apaixonada pela casa, pelos lustres, móveis, janelas, jardim, tudo. A criança não queria sair dali. Então nós sentamos, abrimos a mochila, fizemos um lanche , brincamos, conversamos e tomamos o rumo para outro lugar. É um espaço para você ir com calma, para aproveitar toda a tranquilidade que mora naquele quadrado no meio da Avenida Paulista. Apreciar a arquitetura, os detalhes, ler do que é feita a parede, o quadro, tudo.  O jardim é pequeno, mas com rosas [como o nome sugere] e uma calma que contagia.

Também tem como acompanhar no site a programação deles, que incluí atividade para crianças com muita história e literatura.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? É só descer na Brigadeiro, linha verde do metrô.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: Terça-feira a sábado, das 10h às 22h
Domingos e feriados, das 10h às 18h (passível de alteração, de acordo com a programação).

IMG_20160117_2145233. Paulista Aberta

Todo dia passo nessa Avenida para pegar o ônibus que irá me levar para o trabalho. Todo dia é uma surpresa, às vezes boa, às vezes tão cheia de questionamentos que passo horas na cama sem conseguir dormir. Provavelmente foi uma linha divisória, se na minha cidade era uma estranha, no meio de milhares de pessoas apressadas, naquele coração pulsante, era normal. Cabelos coloridos, pessoas de todos os tipos, apresentações, músicos tocando com o chapéu no chão, barraquinhas com artesanato, a Paulista Aberta é um grito pela ocupação da cidade. O mais divertido de ir com crianças é ver como toda essa diversidade, toda essa beleza é confortável para elas. Nós falamos com gente nova, acariciamos cachorrinhos que passeiam com seus donos, tomamos sorvete de graça, é uma grande festa ali, naquele lugar tão sério de segunda à sábado.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? É só descer em qualquer ponto de metrô entre Paraíso e Paulista, linha verde/amarela.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: Todo domingo das 9h às 18h, com sol ou chuva.

IMG_20160118_1223284. Itaú Cultural – Coleção Brasiliana

Logo depois da Casa das Rosas, você vai ver um prédio branco cheio de coisas incríveis dentro. O Itaú Cultural tem uma das exposições mais lindas que já vi na vida: ela conta a história do Brasil com muitas ilustrações, livros, pontos de vista e história. Em um ambiente muito branco e minimalista, tem como apreciar com crianças a passagem do tempo quando os primeiros colonizadores chegaram nesse lugar tão vasto. Muitos vídeos, quadros, medalhas, moedas e itens que dão vida ao que estudamos tão mal nos livros, é uma visita obrigatória para qualquer pessoal, qualquer criança, qualquer um que queira sair de lá mais carregado de conhecimento.
Exposições variadas acontecem em outros andares, mas a Coleção Brasiliana é permanente e de fácil acesso.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? É só descer na Brigadeiro, linha verde do metrô.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: Terça a sexta das 9h às 20h
Sábado e domingo das 11h às 20h – Nos feriados funciona das 11h às 20h.

IMG_20151102_1806015. Parque da Água Branca

Chamamos aqui em casa de Parque dos Galinhos, porque você vai encontrar muitas galinhas, galos e pintinhos espalhados pelas trilhas e caminhos. Cheio de lugares escondidos, parques com brinquedos de madeira, lagos cheios de peixes, muitas árvores, muitos lugares para sentar, e um espaço especial dedicado a leitura e shows para crianças, o Parque da Água Branca é nosso quintal na selva de pedra. Tem como levar uma toalha e fazer um lanche na sombra de uma árvore enorme, ou ainda aproveitar a feira de produtos orgânicos que acontece todo domingo, já comer um pedaço de bolo delicioso sem gastar mais que R$ 4,00.
Vá preparado com trocas de roupa, muito líquido e espírito para diversão.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? Descer no metrô Barra Funda na linha vermelha e andar alguns minutos, ou pegar um dos vários ônibus que passam na frente do Parque.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: De segunda a segunda das 6h às 22h.

IMG_20160122_1633386. Parque Villa-Lobos

Provavelmente vai ser onde vamos comemorar o aniversário de três anos da Helena, porque além de ter uma ciclovia ótima para passeios, tem muitos quiosques e mesas para fazer um almoço, piquenique, lanche ou festa. É um daqueles parques cheios de animais, pessoas se exercitando, crianças correndo e um sol escaldante que exige um pouco de cuidado. Tem também o Orquidário pequenino, mas muito tranquilo e cheio de espécies lindas, e uma Biblioteca equipada com brinquedos, água, trocador, lugar para deitar e descansar.
É muito tranquilo ir depois do almoço e ficar até anoitecer, aproveitar todas as inúmeras atividades e brincar até a exaustão.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? Um pouco mais complexo, não tem nenhum metrô muito próximo, então é necessário procurar uma das várias linhas de ônibus que passam no local.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: De segunda a segunda das 5h30 às 19h.

11224898_993487054020049_3861801256343135455_o7. SESC Pompéia 

Vou ser partidária porque amo esse lugar do fundo do meu coração. Foi o primeiro espaço que conhecemos na cidade, é onde comemos por um preço muito barato, podemos sentar e lanchar, ficar ali, aproveitar as exposições que acontecem, aulas, teatro infantil, brincadeiras, é outro lugar cheio de aventuras.
Todo mundo precisa conhecer.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? Um pouco mais complexo, não tem nenhum metrô muito próximo, então é necessário procurar uma das várias linhas de ônibus que passam no local.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: De segunda a sábado das 9h às 22h.
Domingo das 9h às 20h.

IMG_20150821_1035088. A feira do seu bairro

Estranho, né? Descobri que todo bairro tem uma feira semanal em dias específicos. Geralmente ela começa bem cedo e termina depois do almoço. Lá sempre tem caldo de cana, pastel, frutas, verduras, gente gritando o preço da batata e banana, doces, flores, carnes, queijos, uma série de coisas num único lugar. Para nós se torna algo rotineiro, mas boas lembranças nascem na Feira. Como uma pessoa criada em uma cidade do interior, é com muito carinho que guardo minhas lembranças de descobri o nome de frutas e conversei com tanta gente diferente, descobrindo um outro mundo que acontece uma vez por semana [ou mais].
Vale a pena acordar mais cedo, andar por ali, experimentar as frutas, andar e conversar. Vale tanto quanto um passeio no Museu.

Para que idade?  Todas.
Como faço para chegar? Cada bairro tem uma, geralmente ocupa algumas ruas.
Quanto é? Nada.
Funcionamento: Cada bairro tem o seu dia.

Se tudo der certo, essa lista terá várias versões nas próximas semanas, mas deixe nos comentários as suas dicas e lugares preferidos 🙂

 

Carta para uma mãe de primeira viagem

Estava procurando imagens para orçamentos, quando encontrei a pasta do Batismo da Helena. E lembrei que poucos minutos antes de uma linda fotografia eu me escondi no banheiro da nossa antiga kitnet e chorei por cinco minutos. Retoquei a maquiagem e saí, pronta para tudo. Fazia três meses que não dormia. Três longos, exaustivos, desafiantes e intensos meses. Não sabia que seria bem mais, daqui a pouco faz dois anos que passo noites em claro, e sim, já chorei muito dentro de banheiros. Na cozinha, na sala, fora de casa, durante o trabalho, onde for. Chorei e continuarei chorando.

Não foi fácil aprender a amamentar, nem aprender a trocar fralda, com medo de fazer algo errado, a controlar o desespero, a aceitar ajuda e minha condição: uma jovem que está aprendendo a ser mãe. É difícil admitir que estamos fazendo algo que não temos a mínima noção de como proceder. Não importa a idade ou condição: toda mãe de primeira viagem já sentiu aquele desespero do “E agora?”.

Bebê não vem com manual e nem mãe com selo de garantia comprovando perícia. Se eu pudesse encontrar essa Paola na esquina, num dia qualquer, diria para ela ir com calma. Tá tudo bem dormir até tarde, tá tudo lindo se a casa está suja. O pai não ajuda, o pai cria. Não desmereça ou iniba o papel dele. Deixa o pai agir, a responsabilidade jamais será só sua. Vou repetir: a responsabilidade não é só sua.

Não ligue quando falarem que você devia fazer isso e aquilo, faz exatamente o que você acredita que é certo. Se sentir dúvida: pergunte. Se um dia te contarem que falaram de você em alguma mesa de cozinha da vida, fica tranquila, empatia é algo que a gente espalha de dentro para fora, e nem todo mundo tem isso ainda. Respire fundo, um dia isso não vai ter um terço da importância que um dia teve.

Não se ressinta por todas as coisas que você não fez, fique orgulhosa das coisas que você teimou, brigou e construiu. Um monte de gente tenta ajudar, mas na falta de saber como, acaba às vezes sendo ofensivo. Escolha suas lutas, porque não colocar fôlego em coisas desnecessárias também é uma forma de combate.

Ser mãe não é padecer no Paraíso – e quem fala isso pode ir lá padecer sozinho. Ser mãe é dizer não, chega, basta, não quero, não vou, vai embora. Chore, grite, gargalhe, coloque para fora. Respeite quem você é: esse é um exemplo que você vai querer passar para frente.

Quando você contar algo para alguém e essa pessoa te retornar com o famoso: “Passei/um monte de gente passou por isso e não morreu”, desqualifique. Eu sei que dói, que está difícil, que tem dias que dá vontade de sair gritando. Sabe, cada um sabe onde dói mais, e só você sabe onde está sendo mais difícil. Não é drama ou frescura. Jamais se sinta diminuída por falar o que você sente, apenas diminua suas expectativas sobre o que vai ouvir.

Não acredite em médicos sempre, não acredite jamais em comerciais. Acredite no poder do seu corpo, na força do seu espírito. E mais do que tudo: não é porque você é mãe que tem que abrir mão da mulher que você é. Continue sonhando, estudando, procurando e aprendendo. Você ainda é quem sempre foi. Sua vida não se resume à maternidade. Você tem pleno direito de decidir pelo o que te faz bem antes de tudo: ninguém devia ser criado por uma mãe infeliz.

E nunca é tarde para mudar. Jamais. Toda hora é hora.

É verdade, o tempo passa rápido, então aproveite loucamente.
As lindas fotografias do Facebook não demonstram que a maternidade é sempre linda, porque definitivamente não é, mas é sobre os bons momentos que chegam depois da tormenta [acredito].

Aquele foi um ótimo dia.
Tem sido dois lindos e maravilhosos anos.

7 títulos para jogar em família sobre a força e magia da natureza

“A primeira vez que minha filha tentou alcançar o computador no qual trabalhava um apito tocou de forma ensurdecedora em minha mente. Assim como toda mãe, já havia lido os zilhões de estudos que comprovam os malefícios de aparelhos eletrônicos na vida de crianças, mas como profissional do ramo, sabia do outro lado da moeda. Então me vi ali, na linha entre dois extremos, perdida, porque agora era a minha filha, não um estudo de Harvard.

Essa condição de ver tudo do muro me deu uma perspectiva que se baseia em tudo que vi de fantástico na tecnologia, que aliás, fez você ler o que estou escrevendo agora e tudo que sim, pode causar severos problemas.

Mídias interativas, principalmente jogos, são usados em hospitais especializados em autismo e atualmente um jogo brasileiro criado para autistas ganhou o prêmio Cidadania Mundial no concurso Imagine Cup 2014, promovido anualmente pela Microsoft. O Can Game usa de uma mecânica simples para ajudar na avaliação médica de seus pacientes, já que cada resposta ou reação do jogador gera um relatório que é enviado para o profissional competente. Tal como o nome, é um jogo que mostra possibilidades positivas num mundo que pode usar – e usa – tecnologia como algo não só benéfico, mas absolutamente incrível.

Jogos também já são usados como auxílio do empoderamento por parte do aluno e como suporte educacional. O Gamification, termo usado para descrever esse fenômeno, não substituí o professor ou a interação social necessária em sala de aula, é apenas mais uma ferramenta para agregar pontes entre o conhecimento, interesse e reflexão de forma divertida para aquela criança que tem enraizada em si que escola é chata, porque afinal, fomos ensinados assim.

E eu poderia continuar linkando, explicando e mostrando tudo que vejo todo dia, tudo que quero ajudar a desenvolver tanto na educação como nas relações sociais usando a tecnologia, mas isso de nada resulta de forma prática. Para cada artigo positivo para esse assunto, existe outro que mostra porque devemos proibir, inibir ou repudiar o uso de tecnologia para crianças, e até mesmo adolescentes. E também acredito neles, não desqualifico – mais que isso, tento aprender onde moram os limites.”

Essa é a introdução de um texto que fiz para o Movimento Infância Livre de Consumismo em 2014. Tais questões permeiam nossa rotina, já que Helena tem um pai que desenvolve jogos e trabalha com ilustração digital e uma mãe que vive de internet. Pensando nos benefícios, fizemos uma lista de jogos que dialogam sobre a natureza, seja com sua fauna, flora e poderes mágicos.

Todos os jogos aqui recomendados PRECISAM de supervisão de um adulto, seja pela dificuldade, quanto pela interação entre adulto e criança. São jogos que divertem toda a família, com desafios e narrativas completamente diferentes.

Chamamos aqui vocês, pais, tios, família e amigos, para participar da brincadeira. Pegue o controle e aperte o Play.

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Um ano sem Shopping. Será possível?

Morei por quase vinte anos no interior de São Paulo, uma idílica e voraz cidade chamada Pindamonhangaba. Aqui vivemos entre a Serra da Mantiqueira, regida por sua própria lei com turismo e o desenvolvimento rural e o Vale do Paraíba, banhado pelo rio do mesmo nome onde quilômetros de empresas e indústrias se instalaram trazendo o progresso tecnológico para a região.

Vivendo entre dois extremos descobrimos que qualidade de vida é um conceito mais pessoal do que vende as revistas de comportamento e estilo de vida. Com um filho os desafios de conseguir perceber o limite entre o novo e aquilo que deve ser preservado ganha uma nova prioridade.

Moramos dois anos em Santo Antônio do Pinhal, uma cidade com seis mil habitantes e um ritmo que sempre abre espaço para uma soneca depois do almoço. Foi bom? Foi. Estávamos no melhor lugar para criar nossa filha e o pior lugar para a nossa area profissional. Ali, entre árvores e computadores, descobrimos que é necessário equilíbrio. Para nós aquilo não funcionava. Foram os melhores e piores dias da minha vida, vivia entre a alegria do verde e o desespero de me sentir ilhada.

E acho que muito pais, jovens, famílias, pessoas de todas as idades e gostos em algum momento encontram essa questão no meio do caminho: onde mora a qualidade de vida?

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11 livros para dialogar sobre antropologia e história com adolescentes

Minha filha não é adolescente, é um bebê ainda, mas a adolescente que já fui reencarna novamente para escrever esse texto. Com 5 anos ganhei meu cartão da Biblioteca Municipal e aquilo marcou minha existência, já que desde então leio semanalmente e de forma compulsiva.

A literatura infantil e infatojuvenil, junto com ficção científica e biografias, configura o lugar mais nobre na minha cadeia alimentar literária e acho, de forma intransferível, que o que me salvou foi isso. Minha adolescência foi permeada de abusos e bullying, me vi inúmeras vezes sentada no chão do banheiro chorando em silêncio, sem saber porque aquilo estava acontecendo; e foi provavelmente a época em que mais li na vida, porque por horas o mundo em que habitava não era esse que me aterrorizava, mas um lugar onde existia magia, sonhos, possibilidades e superação.

Foi assim que comecei a buscar cada vez mais informação, com livros que não falavam de história ou antropologia de forma científica, mas inseriam o tema de forma sútil, instigante. Quando percebi, estava lendo sobre política e comportamento animal para desvendar algumas facetas da nossa raça. Assim nasceu meu amor por história e antropologia: da ficção.

Nós, desse lado do oceano, não vivemos uma Guerra Mundial, mas vivemos outros horrores, e por vezes nenhum e nem outro é abordado. Quando descobrimos mais sobre a história do nosso povo, de outros povos e de hábitos diversos de várias civilizações, podemos expandir nossa percepção, principalmente numa fase da vida que promove tantos encontros com coisas novas. Vamos garantir que essas coisas resultem em algo positivo.

Essa lista foi a sugestão de uma leitora que queria fazer o filho mais novo, 13 anos, entender como é a vida da porta do quarto para fora. Ela disse que fica preocupada com a política atual e queria que seu filho soubesse mais sobre a história do nosso país, sobre o comportamento em outros lugares do mundo, sobre o que faz com que a civilização se mantenha como está e porque mudar. Só que como incentivar isso além das leituras obrigatórios do vestibular [que geralmente são bem chatas]? Querida, está é para você 🙂

Essa é uma seleção de livros que não estão na lista de leitura das escolas, mas falam sobre o mundo e seus nuances.

Gostaríamos de agradecer a todos os leitores antes da lista seguir. Nossa coluna de #conteúdodequalidade tem batido números incríveis e isso nos dá certeza que estamos fazendo um bom trabalho. Obrigada <3

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O fantástico mundo das crianças descabeladas

Raramente busco Helena na escola, já que no nosso acordo quem faz isso é o Marcelo. Todo dia ele leva e busca de bicicleta, mas naquele dia aconteceu uma reunião e fui lá, andando até a escola, atrasada. Meu cabelo é curto, uma confusão entre liso e enrolado, somando que saí sem penteá-lo, chegando lá devia estar uma boa versão da Hebe Camargo.

Helena não é muito diferente, e apesar de ter o cabelo muito escorrido, vive desgrenhado, caindo no olho, com algo grudado na nuca – geralmente é comida que fez a viagem da mão até ali. Enquanto esperava, uma mãe questionava a professora se a filha tinha ido para a escola com o cabelo “bagunçado”. Veja bem, o cabelo dela estava ótimo! Só solto, mas caia em lindos cachos, para nós seria equivalente a arrumar para ir numa festa; só que a mãe ficou muito brava, porque a filha tinha tirado os grampos do cabelo durante o período de aula. Eu entendo da frustração de tentar dar um jeito no cabelo de uma criança e ela correr, gritar, não querer e sair de casa com uma juba fantástica. Essa é a nossa história, até o dia em que desistimos.

Quando peguei Helena, éramos nós duas descabelas e a mãe nos olhou sem jeito, como se nos ofendesse por estar ralhando com a filha sobre os bons modos de ficar com o cabelo arrumado. Sorri, porque já tentei também controlar tudo, inclusive o cabelo da minha filha.

E durante o caminho fiquei pensando muito sobre isso: cabelos. Parece algo bobo, mas já vi pessoas soltarem comentários venenosos por olharem uma criança descabelada ” Mas ué, cadê a mãe dessa criança”. E isso se repete para roupa suja, pé sujo, rosto cheio de comida, água de nariz misturado com baba fazendo aquele colarinho de craca no pescoço. Não negue, você já viu, seu filho já ficou assim e é normal, é um super poder infantil: secreção nasal mega poderosa +10.

Cabelos tem vida, são espontâneos. Enquanto garotos caminham tranquilamente com litros de gel nos cabelos, meninas por vezes ganham quase um buquê na testa, e ninguém sequer questiona se eles gostariam de sair assim. E a questão aqui é: isso é pelo bem estar da criança ou para nós nos sentirmos bons pais? Será que o cuidado mora num penteado complexo?

Houve uma época em que me falaram que devia insistir nas presilhas até ela se acostumar, só que aquilo me causou um baita desconforto, porque ela parecia desconfortável. Devia quebrar a vontade dela até que ela se habituasse ao que eu acho certo ou devia respeitar o fato de minha filha gostar de ficar com o cabelo solto?

Não levanta. Senta igual moçinha. Vem cá, seu cabelo está horrível. Olha, agora você está toda suja. Nossa, o que vão pensar de mim.

É muito peso para uma mãe, e é mais peso ainda para uma criança.

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Eu – Feminista

Nós, pais e mães, temos preocupações em comum, e algumas preocupações bem diferentes um do outro e isso se refere a diferenças de valores socioculturais.

Não recebemos a mesma educação e não somos iguais, então é natural que alguns medos e preocupações se manifestem de modo particular em cada um.

Sou mãe de uma menina de quase sete anos e me preocupo mais com sua formação moral e ética, para consigo e com os outros, do que o modo como se senta, come, fala ou se gosta mais de bolo que de frutas. Não que eu permita que ela se comporte como um filhote de Neanderthal, ou que pense que essa e somente essa é a preocupação de outras mães. Mas já vi muita gente mais preocupada em escolher o sapato que a criança vai usar no dia do que com a forma que ela responde a avó quando leva um puxão de orelha. Já vi pais que acham lindo a criança falar palavrão ou mostrar o dedo do meio e que assistem sem o menor pudor à novela das nove com a criança do lado e estimulam os pequenos a buscar suas latas de cerveja na geladeira. Mães que chamam suas filhas para ajudar na arrumação da casa enquanto o marido e filho assistem futebol e jogam vídeo-game.

Minha filha sempre me viu trabalhar, estudar, me divertir, brigar e pedir desculpas. Foi ao meu trabalho diversas vezes, me acompanhou à faculdade, foi em shows comigo (próprios pra sua idade, logicamente), brigamos e várias vezes eu pedi desculpas à ela por ter me excedido em alguma bronca. Enquanto ela ainda morava comigo, no post Sofia fica com o pai trato um pouco sobre nossa separação, eu lia pra ela sempre na hora de dormir e as vezes inventávamos histórias juntas. E ela fez as mesmas coisas com o pai.

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